FELIZ ANO NOVO

Agradecemos aos quase cinco mil visitantes que prestigiaram nossos blog, página e grupo da FELIZ IDADE.

Em 2020 vamos juntos  continuar contribuindo para a qualidade de vida dos idosos.

Voltaremos com nossas postagens de toda quarta-feira a partir de 8 de janeiro de 2020.

Feliz Ano Novo!

FELIZ NATAL


Desejamos que todas a famílias tenham um Natal de paz e amor e façam que os vovôs e vovós vivam uma FELIZ IDADE. .

Voltaremos com nossas postagens de toda quarta-feira a partir de 8 de janeiro de 2020.

A imagem é divulgação do concurso de presépios de Araçatuba-SP

https://aracatuba.sp.gov.br/festival-natal-feliz-realiza-concurso-de-presepios/

LEMBRANÇAS DE NATAIS PASSADOS


Algo que os idosos têm de muito bom são as lembranças sobre os mais diversos assuntos; guardam carinhosamente em um cantinho de suas mentes e corações. Quase sempre, relatam para seus amigos e parentes algumas dessas recordações adaptando-as à compreensão de quem as ouve não importando a idade que esse público tenha.

Sempre gostei de passar as festas de Natal e de ano novo junto da minha família. Eram eventos que solicitavam a presença dos parentes mais próximos, que falavam sobre fraternidade, união, gratidão, esperança e fé.

UM JOGO DIVERTIDO PARA UNIR A FAMÍLIA NAS FESTAS DE FINAL DE ANO


As festas de final de ano estão chegando e com elas a alegria dos encontros entre familiares, às vezes com representantes de três ou quatro gerações unidos para renovar os laços de amizade e parentesco.

É sempre muito bom, para quem sabe aproveitar tais ocasiões, reconhecer o quanto a família cresceu, quais pessoas gerou, como evoluiu em sua cultura, às práticas sociais, valores, afetos, criou raízes, flores e frutos.  Para o idoso, contemplar a família representa conferir a história do grupo percebendo a maturidade e autonomia alcançadas, a estrutura de cada subgrupo que a constituiu, conferindo a cada pessoa o valor e a grandeza que a ela cabe nessa delicada trama tecida a muitas mãos e que ainda se encontra em formação. Entretanto, dirão as pessoas das gerações mais jovens: é “coisa de velho”. E eu lhes responderei com a maior alegria:

PROBLEMAS DE VISÃO, AUDIÇÃO E PALADAR NOS IDOSOS


Desde a meia idade, por volta dos quarenta anos, os problemas dos idosos começam a aumentar de maneira quase imperceptível. Aos poucos, eles vão percebendo que não conseguem ler os rótulos dos produtos que consomem, não ouvem o som das notas mais agudas e, dificuldades com olfato e paladar, os levam à perda do apetite.

Com os avanços da medicina, da tecnologia - do conhecimento humano enfim - a perspectiva de vivermos mais e melhor é uma realidade quase palpável. Estamos todos envelhecendo bastando, para isso, nos mantermos vivos. Simples assim!

A cada dia vivido ficamos 24 horas mais próximos da velhice, que correspondem a 1.440 minutos a

CUIDAR E SER CUIDADO, UMA RELAÇÃO DE AMOR


Um amigo enfrentou a morte de seu velho companheiro, um cachorro. Uma história de amor, cuidado e perda. Vai nos ajudar a compreender a grandeza, as dificuldades, as angústias, os dilemas na relação entre quem cuida de um idoso e do idoso que é cuidado.

Algo de muito especial ocorre nas relações entre quem cuida e quem se permite ser cuidado. Algo muito íntimo, inquebrantável; diria mesmo que sagrado. Não é fácil encontrar relações desse nível, pois muitas questões de ordem subjetiva acompanham a decisão de cuidar e a permissão de ser cuidado e a distorcem, subestimam, competem entre si tornando obrigação aquilo que deveria ser baseado na doação.

Houve um tempo que em seu sítio moravam muitos cachorros. Alguns foram abandonados na

QUANDO SE VIVE SÓ


Em um mundo tão agitado, sem tempo para nada e repleto de possibilidades em todas as áreas e contextos, chega a ser estranho saber que alguém vive só. Ainda que este alguém possua mais de 60 anos alguns hão de perguntar: “Como pode alguém morar em uma metrópole como São Paulo e viver só; pois se é aqui que todos se encontram e tudo acontece!”.

Estar só não é estar obrigado a viver recluso, sem contato com a família, amigos ou o restante do mundo. Estar só, por vezes, significa uma opção pessoal, principalmente se o idoso goza de saúde física e mental. Estar só, pode representar resposta à necessidade de recriar sua identidade em uma época na qual as responsabilidades maiores já não são as que nos acostumamos a ter durante nossa vida profissional ou pessoal.

A aposentadoria para muitos idosos constitui o marco real do envelhecimento – e aqui se colocam

DOR FÍSICA E DOR DA ALMA

Desde muito cedo, antes mesmo de sequer termos consciência de quem éramos, a dor física estava presente em nossas vidas. A primeira reação de vida manifestada pela criança, e ansiosamente aguardada pelos adultos que a rodeiam, é o seu choro, consequência da dor provocada em seus pulmões pelo ar que os preenche. Todos sorriem e somente o recém-nascido chora.

A dor física nos acompanha durante toda a vida parecendo aumentar com a velhice, graças ao sedentarismo, à alimentação deficitária, às doenças que nos acompanham nestes nossos percursos. Sem nunca nos habituarmos a elas, passamos a vida tentando evitá-las ou, quando muito, minimizá-las. 

Que o digam os inúmeros remédios estocados em nossas casas: aspirinas, relaxantes musculares,

O QUE VALORIZAR NA NOSSA VIDA


De vez em quando me percebo pensando na vida – e qual idoso não faz isso? Neste final de semana, em meu caderninho de anotações e ideias, escrevi:

Dificilmente encontraremos alguém que esteja plenamente satisfeito com o modo como vive. Neste exato momento, inúmeras pessoas em todo o mundo se questionam sobre os valores que nos impuseram como sendo verdadeiros e, às vezes, únicos para garantir a felicidade das pessoas – e dos idosos - na sociedade em que vivemos.

Buscava, com essas considerações, iniciar a postagem a ser publicada esta semana. Relia o livro

ENVELHECIMENTO ATIVO

Quando o assunto é o idoso, muito se fala em envelhecimento ativo. Mas, quanto de atividade – e quais atividades – deve ser feito para participar do grupo de idosos que envelhecem ativamente?

A resposta inclui exercícios físicos regulares, dieta saudável, manter-se mentalmente ágil por meio de exercícios de cálculo ou exercícios lógicos, investir em sua vida social, dormir bem, conhecer lugares novos, controlar o cansaço e o estresse, fazer ginástica aeróbica, não fumar, divertir-se das mais variadas formas, manter boas relações familiares e muitas outras recomendações.

Dificilmente haveremos de encontrar alguém que preencha todas essas condições. Então, a pergunta que nessa hora se apresenta é: então o envelhecimento ativo é uma utopia?

TODAS QUARTAS-FEIRAS UMA POSTAGEM NOVA

O interesse pelo nosso blog está crescendo. Recebi pedidos de aumentar a frequência das postagens e trazer conteúdos técnicos sobre problemas que afligem os idosos e ajuda a quem tem responsabilidades familiares ou profissionais para atendê-los.

Portanto, a partir deste mês de outubro, todas as quartas-feiras haverá postagens alternando abordagens técnicas circulando conhecimentos sobre o significado do bem envelhecer e vivências com histórias, exemplos,reflexões sobre a aventura de ser idoso.

Sempre com o foco de promover a Qualidade de Vida dos Idosos.

Clique no link e conheça algumas ajudas que você pode receber

PALESTRAS MOTIVACIONAIS
Palestras motivacionais e lúdicas para incentivar novas atitudes e visão otimista sobre a vida.

ENCONTROS COM GRUPOS DE IDOSOS
Encontros com grupos de idosos com jogos, atividades lúdicas, planejados caso a caso conforme necessidades e objetivos específicos a cada situação.

ACADEMIA DA FELIZ IDADE
Exercitar a capacidade de atenção, concentração, memória, comunicação e planejamento.

PÁGINA FELIZ IDADE.
Veja outras postagens, novidades, como se comunicar.

JUSTO AGORA... DEU BRANCO!

Vamos supor que você faça parte de um grupo de idosos que hoje participa de uma primeira reunião para discutir seus problemas. São vinte pessoas, não se conhecem, vindas dos mais diferentes pontos da cidade. Qual a tarefa? Cada um, à sua vez, deve levantar-se, dizer o seu nome e nomear uma de suas muitas características mais marcantes, utilizando um único adjetivo. Qual seria a característica que neste momento você citaria?

Em um grupo de idosos com os quais eu trabalhava uma participante comentou:

Até um tempo atrás eu diria sem relutar: timidez. Hoje, ficaria em dúvida porque distingo que há outra característica que talvez suplante minha timidez e com ela se confunda: a ansiedade.

Eu perguntei, então, por que a ansiedade?

CUIDAR DE IDOSOS: LIÇÕES QUE A VIDA ENSINA


A vida reserva inúmeras situações que acabam servindo como reforço àquilo que conhecemos de significativo ou como oportunidades de experimentarmos novas e importantes aprendizagens. Quem se dedica a cuidar de outras pessoas sabe bem do que estou dizendo.

Um dos riscos que se corre ao cuidar de idosos é desconsiderar o percurso de vida, a maturidade, inteligência, independência e sentimentos que essa pessoa possui. Um familiar adoece e precisa de ajuda, por qualquer razão você se dispõe a colaborar. E já, desde o início dessa relação, você constata que essa tarefa não será nada fácil, pois essa pessoa apresenta uma fragilidade, uma irritabilidade, um humor, uma apatia – só para citar alguns exemplos – desconhecidos por você. Suas lembranças em relação a ela não coincidem em nada com a pessoa que aguarda sua ajuda.

Como lidar com tal situação? Respeitando o modo como ela se apresenta no momento para obter

COMO ANDA SUA MEMÓRIA?

Desde criança, sempre gostei de conversar com pessoas mais velhas sobre suas histórias de vida. Ouvi-las falar de suas experiências, de sua infância, adolescência, e, mesmo sobre episódios de sua maturidade, era tão bom quanto ir ao cinema assistir um filme muito aguardado. Naquela época, televisão era artigo de luxo, poucas famílias a possuíam, mas cinema, a garotada toda conhecia e se deslumbrava com filmes românticos ou de aventura.  Com seus cenários minuciosos e a interpretação primorosa dos artistas que como ninguém passavam, a quem estava na plateia, sentimentos e sensações fortes e verdadeiros. Assistindo aos filmes e ouvindo histórias reais contadas a mim pelas pessoas mais velhas, fui povoando minha imaginação e criando empatia para continuar interagindo com todos indiscriminadamente e entender e respeitar o modo como vivem e como sentem.

Hoje, ao iniciar uma conversa com alguém de minha idade ou mais velho que eu,

RESPEITO É BOM... E EU GOSTO!

Em minha adolescência, ia para o colégio de ônibus. Fazer aquele trajeto de ida e volta representava para mim um imenso e desagradável desafio, já que muitas vezes, ao entrar no ônibus, percebia com desgosto que todos os assentos estavam ocupados.

Naquele tempo, acima das janelas e percorrendo toda a extensão do veículo, havia um cordão que, ao ser puxado, fazia soar o sinal de parada no próximo ponto. Em pé, no corredor , me era impossível alcançar o cordão do sinal. Minha estrutura física é a de uma pessoa pequena – meus pais diriam “mignon”. Na escola, fazíamos fila para entrar na sala de aula e, fatalmente, meu lugar era ser a primeira naquela formação.

Hoje, me tornei usuária de ônibus e metrô. Encontro as estações cada vez mais apinhadas de gente e trens

A IMPORTÂNCIA DA ATENÇÃO DIFERENCIADA PARA O IDOSO

O que representa a atenção diferenciada para o idoso? Muitas vezes, representa a fronteira entre o respeito e a indiferença frente à sua condição. Carinhos, abraços, sorrisos, consideração, o olhar cúmplice e compreensivo, o silêncio compartilhado são algumas das formas distintas de cuidar, evidenciando não apenas a presença atuante do cuidador, mas principalmente, a importância por ele dada ao vínculo a ser estabelecido ou ampliado com essa pessoa.

A velhice é, única e exclusivamente, uma etapa a mais da vida à qual não estamos plenamente habituados, sendo por isso ainda tão pouco considerada pela mídia, pelos órgãos governamentais e por muitas de nossas famílias.

Diferentemente do que muitos imaginam, essa fase da vida não é, por si só, triste.

VELHO OU IDOSO?

No princípio era o velho e o velho... era eu. E um dia, o velho percebeu que não gostava do que pensava, fazia, sentia, falava... e resolveu mudar radicalmente: deixou de ser velho para se tornar idoso e viu que ser idoso era bom!

Talvez só entendam o que estou dizendo aqueles que também passaram por essa experiência transformadora e, de velho que eram ou poderiam se tornar, escolheram a alternativa: ser idoso.
Antigo, usado, antiquado, esses são alguns dos sinônimos que utilizamos para definir velho. Podemos ainda acrescentar: arcaico e fora de moda. No meu modo de entender, velho é um termo fechado em si mesmo, que dispensa maiores comentários, pois encerra a ideia de algo ou alguém que se tornou obsoleto e pode ou deve ser substituído pelo novo, moderno, atual.

ENVELHECER

Eu me pergunto: o que é ser idoso? E mais: por que nossa sociedade teme tanto a velhice?  Sentindo-me bastante saudável e com energia suficiente para me lançar em novos desafios, olho no espelho e nele vejo meu rosto refletido. Com olhar avaliador detenho-me para me observar.

Noto que parte de meus cabelos continuam castanhos, embora seja necessário reconhecer que há bom tempo fios prateados começaram a substitui-los. Logo mais, serão maioria... Minha pele não mais apresenta a flexibilidade e o viço de antes e rugas se aprofundam e se tornam marcas que, como cicatrizes, me acompanharão em minha velhice.

Na tentativa de me reconhecer nessa imagem que também me examina, noto meu olhar: este ainda possui certo brilho por onde transparece a pessoa romântica, sonhadora e idealista que fui em minha juventude e na maturidade. Há algo, porém, que os diferencia: meu olhar do passado era um tanto fugidio, assustadiço e tímido, embora revelasse, dependendo da circunstância, o entusiasmo e a

TUDO COMEÇA PELO AMOR

O amor é a mola propulsora que orienta nosso modo de ser e nossas ações.  Graças ao amor, somos capazes de fazer algo inédito em nossas vidas, algo que nós mesmos não nos julgávamos capazes de pensar, quanto mais de fazer.  Aprendi e vivenciei essa verdade nos quinze anos em que cuidei de três idosas da minha família: minha mãe e duas tias. Estas mulheres acompanharam meu desenvolvimento desde criança e também me ensinaram a ser quem sou.

As experiências que vivi com elas foram únicas; tão distintas uma das outras quanto diferentes são as pessoas. Três irmãs com quem convivi toda a vida, mas que só vim a conhecê-las mais efetivamente quando me dispus a ajudá-las em sua velhice.

Os cuidados com a saúde de mamãe ocorreram após o falecimento de meu pai. Acompanhar sua velhice, retribuir-lhe a dedicação de uma vida era algo natural, todo o tempo esperado e eu me preparara para ele.

INTEGRAR IDOSOS NAS REUNIÕES FAMILIARES

Uma das consequências do avanço tecnológico é o quase isolamento em que vivemos.  Preferimos trocar as conversas pessoais pelas mensagens escritas em WhatsApp, Face book ou em outros canais de comunicação digital e por conta disso já não necessitamos fazer nenhum outro esforço a não ser o de pegar o celular e enviar comentários, críticas, elogios, opiniões.

Mensagens diretas, objetivas, monossilábicas, onde o que importa é a rapidez com que enviamos nosso comentário para prender a atenção da outra pessoa, escrito sem maiores cuidados ou organização lógica do pensamento, pontuação, concordância, com abreviações que mais parecem um tipo de código e emojis engraçadinhos que garantem a sensação de que sentimentos estão sendo transmitidos juntamente com as mensagens.

Em minha infância, o dia de Natal, assim como os aniversários dos parentes mais idosos, era comemorado em casa de meus avós. Nessas ocasiões reuníamos pelo menos 22 pessoas da família. Aqueles eram dias aguardados por todos com muita alegria, pois sabíamos que o almoço avançaria

SOBREVIDA, COMO ASSIM?

Estimativas feitas pelo IBGE apontam que em 2032 o Brasil passará a ser considerado um país envelhecido – prefiro dizer longevo – como consequência da presença de 32,5 milhões de brasileiros com 65 anos ou mais. Essa quantidade de pessoas idosas corresponderá a mais do que os 14% da população que a Organização Mundial da Saúde - OMS considera necessário para qualificar um país como sendo velho. Este é um fenômeno mundial, resultante da queda nos índices de natalidade, assim como da elevação das condições de vida em geral – o que assegura, para esses idosos, mais vida por mais tempo.

Meu pai foi uma pessoa com quem todos gostavam de conversar. Ele não se intimidava em enfrentar situações novas e, nessas ocasiões sempre comentava algo a respeito de um fato conhecido por todos ou sobre alguém presente na rodinha na qual se encontrava – um elogio, geralmente – de forma tal que fazia as pessoas se descontraírem o suficiente para começarem a aproveitar sua presença naquele grupo.

Poucas vezes vi meu pai perder o controle e, quando isso acontecia, sabíamos que precisava ficar sozinho, preferindo amargar seu desgosto quieto, pensativo, até se cansar. Então voltava a ser a pessoa falante e alegre que tão bem conhecíamos e tanto admirávamos. 

MUDAR O HÁBITO FAZ A SAÚDE DO MONGE


Mudar de hábito não é para qualquer um, é mais complicado ainda para os idosos. Exige, de quem se habilita a viver essa experiência, que tenha determinação para aceitar as mudanças, disponibilidade para viver o novo, desprendimento do que se acostumou a fazer e disciplina para não desistir no primeiro obstáculo.

Os hábitos que criamos deveriam ser revistos de tempos em tempos, pois como tudo nesta vida, também eles precisam ser atualizados. Hábitos são como vícios: depois de instalados, adquirem uma força descomunal a ponto de nos fazerem associá-los à energia motriz que nos impulsiona a viver. 

Recentemente, conversando com uma menina de 8 anos, filha de amigos queridos, me surpreendi com o seu comentário.

A AQUARELA E O ARTISTA

Refletir sobre esse processo chamado Vida é mesmo apaixonante e convém a qualquer idade. Mas para os idosos, avaliá-la tem um sabor a mais, já que são muitas as experiências adquiridas!

Pensar na vida, no significado das vivências que tivemos e das inúmeras pessoas com quem nos relacionamos é um excelente exercício para ativar nossa memória afetiva e emocional.

Observemos um artista plástico que desenha e pinta seus quadros. Em sua aquarela encontramos uma profusão de cores. Ao planejar seu trabalho o artista imagina não só o que irá desenhar, como também as nuances de cor que usará para garantir que as pessoas sintam, exatamente, a emoção que deseja transmitir.

MINHA MÃE E MINHAS AVÓS – SAUDADE!

Há mães de todos os tipos: carinhosas, apressadas, boas ouvintes, estressadas, caprichosas, melindradas, de “pavio curto”, distraídas, sorridentes, mal humoradas, inteligentes, românticas, sábias, democráticas, sonhadoras, ativas, tranquilas, brincalhonas, workaholics, frágeis, saudáveis, esportistas, endinheiradas, remediadas, mandonas, submissas, ousadas, tímidas, risonhas, sérias, ingênuas, ciumentas, “sem noção”, ponderadas; isto, só para começar a mostrar as variedades de mães!

Lembro-me de minha avó paterna como uma senhorinha de olhar meigo, sorriso tímido, cabelos grisalhos arrumados em coque, vestindo uma saia longa, escura e, sobre a blusa, seu xale cinza. Durante minha infância convivi um bom tempo com ela. Em nossa casa havia uma poltrona reservada onde ela se acomodava e, a partir de lá, me ajudava a criar uma gostosa e sempre bem vinda brincadeira de casinha.

A FONTE DA ETERNA JUVENTUDE

Uma coisa é certa: não é a idade que importa quando se trata do envelhecer. Lembro-me de meus pais, não sei precisar a idade que tinham, mas, certamente tinham 60 anos ou mais. Eles diziam que às vezes se assustavam ao ter que citar a idade que possuíam, já que esta em nada  coincidia com a energia que sentiam ter. E nesses momentos de reflexão e recolhimento, meu pai ainda dizia: “Quem me dera ter a disposição que tive nos meus 30 anos somada à experiência que possuo hoje!” E completava: “Ninguém me superaria!”

Na época, eu ouvia esse comentário e achava graça ao juntar a figura de meu pai bem mais jovem ao modo atual como ele se apresentava. E, por mais que buscasse entender o que significavam essas palavras, somente hoje, aos 67 anos, compreendo com certa dor na alma o que dizia. E, plagiando o poeta, arrisco-me a dizer que isso ocorre somente porque “o envelhecer tem razões que a própria velhice desconhece”.

Recebi há algum tempo um poema de Luan Jessan, publicada na internet, que traduz aquilo que antes eu não entendia e que agora sei, exatamente, o seu sentido: 

 “Por fora tenho tantos anos que você nem acredita.
Por dentro, quinze ou menos, e me acho bonita.
Por fora, óculos; algumas rugas, gordurinhas, prata nos tintos cabelos.
Por dentro sou dourada, alma imaculada, corpo de modelo.
Por fora, em aluviões, batem paixões contra o peito.
Paixões por versos, pinturas, filosofia e amigos sem despeito.
Por dentro, sei me cuidar, vivo a brincar, meio sem jeito.
Não me derrota a tristeza; não me oprime a saudade; não me demoro padecente.
E é por viver contente que concluo sem demora: é a menina que vive por dentro, que alegra a mulher de fora!” 

Atualmente as pessoas se preocupam tanto em manter uma aparência jovem como se por ela fosse possível avaliar a energia, a disposição, o bom humor e tantas outras “qualidades” que reconhecemos traduzir o jovem que um dia foram. Assim, se sujeitam a realizar cirurgias plásticas, usar roupas justas e decotadas, camisetas regata para mostrar músculos rijos e a pele bronzeada, imaginando estarem, dessa forma, bebendo da fonte milagrosa que  perpetua a juventude.

Mal sabem elas que agindo desse modo estão deixando de viver e apreciar as belezas, as surpresas e a felicidade inerentes à fase da vida na qual se encontram e, muito menos, a que desejam perpetuar. Não imaginam que a fonte da juventude se encontra, única e simplesmente, dentro de cada um de nós e nunca no lado de fora...

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Próxima postagem dia 10 de maio: MINHA MÃE E MINHAS AVÓS - SAUDADE!