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VELHO OU IDOSO?

No princípio era o velho e o velho... era eu. E um dia, o velho percebeu que não gostava do que pensava, fazia, sentia, falava... e resolveu mudar radicalmente: deixou de ser velho para se tornar idoso e viu que ser idoso era bom!

Talvez só entendam o que estou dizendo aqueles que também passaram por essa experiência transformadora e, de velho que eram ou poderiam se tornar, escolheram a alternativa: ser idoso.
Antigo, usado, antiquado, esses são alguns dos sinônimos que utilizamos para definir velho. Podemos ainda acrescentar: arcaico e fora de moda. No meu modo de entender, velho é um termo fechado em si mesmo, que dispensa maiores comentários, pois encerra a ideia de algo ou alguém que se tornou obsoleto e pode ou deve ser substituído pelo novo, moderno, atual.

A AQUARELA E O ARTISTA

Refletir sobre esse processo chamado Vida é mesmo apaixonante e convém a qualquer idade. Mas para os idosos, avaliá-la tem um sabor a mais, já que são muitas as experiências adquiridas!

Pensar na vida, no significado das vivências que tivemos e das inúmeras pessoas com quem nos relacionamos é um excelente exercício para ativar nossa memória afetiva e emocional.

Observemos um artista plástico que desenha e pinta seus quadros. Em sua aquarela encontramos uma profusão de cores. Ao planejar seu trabalho o artista imagina não só o que irá desenhar, como também as nuances de cor que usará para garantir que as pessoas sintam, exatamente, a emoção que deseja transmitir.