O amor é a mola propulsora que orienta nosso modo de ser e nossas ações. Graças ao amor, somos capazes de fazer algo inédito em nossas vidas, algo que nós mesmos não nos julgávamos capazes de pensar, quanto mais de fazer. Aprendi e vivenciei essa verdade nos quinze anos em que cuidei de três idosas da minha família: minha mãe e duas tias. Estas mulheres acompanharam meu desenvolvimento desde criança e também me ensinaram a ser quem sou.
As experiências que vivi com elas foram únicas; tão distintas uma das outras quanto diferentes são as pessoas. Três irmãs com quem convivi toda a vida, mas que só vim a conhecê-las mais efetivamente quando me dispus a ajudá-las em sua velhice.
Os cuidados com a saúde de mamãe ocorreram após o falecimento de meu pai. Acompanhar sua velhice, retribuir-lhe a dedicação de uma vida era algo natural, todo o tempo esperado e eu me preparara para ele.
Existe felicidade em ser idoso. Os limites naturais de saúde, memória, concentração, filhos ausentes podem ser superados pelos ensinamentos que a própria idade trouxe: experiência, liberdade, autonomia e boas lembranças de sua jornada. Este blog trará histórias de vida que confirmam fatos científicos sobre de que modo este aprendizado pode ser aplicado para a conquista da qualidade de vida.
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MINHA MÃE E MINHAS AVÓS – SAUDADE!
Há mães de todos os tipos: carinhosas, apressadas, boas ouvintes, estressadas, caprichosas, melindradas, de “pavio curto”, distraídas, sorridentes, mal humoradas, inteligentes, românticas, sábias, democráticas, sonhadoras, ativas, tranquilas, brincalhonas, workaholics, frágeis, saudáveis, esportistas, endinheiradas, remediadas, mandonas, submissas, ousadas, tímidas, risonhas, sérias, ingênuas, ciumentas, “sem noção”, ponderadas; isto, só para começar a mostrar as variedades de mães!
Lembro-me de minha avó paterna como uma senhorinha de olhar meigo, sorriso tímido, cabelos grisalhos arrumados em coque, vestindo uma saia longa, escura e, sobre a blusa, seu xale cinza. Durante minha infância convivi um bom tempo com ela. Em nossa casa havia uma poltrona reservada onde ela se acomodava e, a partir de lá, me ajudava a criar uma gostosa e sempre bem vinda brincadeira de casinha.
Lembro-me de minha avó paterna como uma senhorinha de olhar meigo, sorriso tímido, cabelos grisalhos arrumados em coque, vestindo uma saia longa, escura e, sobre a blusa, seu xale cinza. Durante minha infância convivi um bom tempo com ela. Em nossa casa havia uma poltrona reservada onde ela se acomodava e, a partir de lá, me ajudava a criar uma gostosa e sempre bem vinda brincadeira de casinha.
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