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NESTES TRISTES TEMPOS, VIVER A VIDA PLENAMENTE



As férias escolares de julho ainda não haviam começado e uma amiga me disse que “detestava as férias, pois durante esse período ela não fazia nada, ficava ociosa, desperdiçava um tempo que seria de aprender muitas coisas”. Disse ainda, que “gosta de interagir com as pessoas e que, uma vez em férias, quase não sai do quarto”. E, para dar ênfase ao que dizia completou: “Eu gosto mesmo é da escola; meu sobrenome é escola, tanto que eu gosto de estar lá. Malu, você pode me ajudar?” 

Esta amiga é a Cacá. Nasceu com paralisia cerebral e há vinte anos depende de uma cadeira de rodas. Como resposta a seu pedido disse-lhe que poderia ajudá-la a tornar as férias mais divertidas e gostosas. E a convidei para escrever uma história, mesmo que fosse daquelas que começam com “Era uma vez...”. Cacá, no entanto, considerou falar sobre uma história real e sugeriu que escrevêssemos sobre a viagem à Disney que ela fez com sua família quando completou 19 anos.

A AQUARELA E O ARTISTA

Refletir sobre esse processo chamado Vida é mesmo apaixonante e convém a qualquer idade. Mas para os idosos, avaliá-la tem um sabor a mais, já que são muitas as experiências adquiridas!

Pensar na vida, no significado das vivências que tivemos e das inúmeras pessoas com quem nos relacionamos é um excelente exercício para ativar nossa memória afetiva e emocional.

Observemos um artista plástico que desenha e pinta seus quadros. Em sua aquarela encontramos uma profusão de cores. Ao planejar seu trabalho o artista imagina não só o que irá desenhar, como também as nuances de cor que usará para garantir que as pessoas sintam, exatamente, a emoção que deseja transmitir.