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JUSTO AGORA... DEU BRANCO!

Vamos supor que você faça parte de um grupo de idosos que hoje participa de uma primeira reunião para discutir seus problemas. São vinte pessoas, não se conhecem, vindas dos mais diferentes pontos da cidade. Qual a tarefa? Cada um, à sua vez, deve levantar-se, dizer o seu nome e nomear uma de suas muitas características mais marcantes, utilizando um único adjetivo. Qual seria a característica que neste momento você citaria?

Em um grupo de idosos com os quais eu trabalhava uma participante comentou:

Até um tempo atrás eu diria sem relutar: timidez. Hoje, ficaria em dúvida porque distingo que há outra característica que talvez suplante minha timidez e com ela se confunda: a ansiedade.

Eu perguntei, então, por que a ansiedade?

COMO ANDA SUA MEMÓRIA?

Desde criança, sempre gostei de conversar com pessoas mais velhas sobre suas histórias de vida. Ouvi-las falar de suas experiências, de sua infância, adolescência, e, mesmo sobre episódios de sua maturidade, era tão bom quanto ir ao cinema assistir um filme muito aguardado. Naquela época, televisão era artigo de luxo, poucas famílias a possuíam, mas cinema, a garotada toda conhecia e se deslumbrava com filmes românticos ou de aventura.  Com seus cenários minuciosos e a interpretação primorosa dos artistas que como ninguém passavam, a quem estava na plateia, sentimentos e sensações fortes e verdadeiros. Assistindo aos filmes e ouvindo histórias reais contadas a mim pelas pessoas mais velhas, fui povoando minha imaginação e criando empatia para continuar interagindo com todos indiscriminadamente e entender e respeitar o modo como vivem e como sentem.

Hoje, ao iniciar uma conversa com alguém de minha idade ou mais velho que eu,