As férias escolares de julho ainda não haviam começado e uma amiga me disse que “detestava as férias, pois durante esse período ela não fazia nada, ficava ociosa, desperdiçava um tempo que seria de aprender muitas coisas”. Disse ainda, que “gosta de interagir com as pessoas e que, uma vez em férias, quase não sai do quarto”. E, para dar ênfase ao que dizia completou: “Eu gosto mesmo é da escola; meu sobrenome é escola, tanto que eu gosto de estar lá. Malu, você pode me ajudar?”
Ao terminarmos de documentar sua aventura em terras do Tio Sam, Cacá estava tão empolgada com o processo de criação de um produto executado por ela, fruto de suas vivências, que pediu para ampliarmos a experiência escrevendo sobre seus tratamentos, escolas especiais que frequentou e ainda frequenta. Foram nove meses de curtição para escrever sua prática de vida no enfoque que Cacá escolheu relatar. Tanto para ela quanto para mim, foi uma vivência singular e muito prazerosa.
Nossa ideia inicial era escrever uma história e ao final imprimir um caderninho que posteriormente seria ilustrado por ela, com a ajuda de sua família. Algo simples, de fácil confecção e cujo produto, achávamos, seria mais do que interessante. Então um amigo escritor, autor de dezenas de livros, percebeu o alto valor da narrativa e ajudou na editoração e publicação de um livro “de verdade”.
O livro “Meu nome é Vitória” conta aspectos da vida de uma jovem com paralisia cerebral narrando sua vida, convívio com outras crianças e adolescentes com ou sem paralisia cerebral nas escolas que frequentou foi publicado recentemente. Suas primeiras 50 páginas podem ser lidas gratuitamente em https://clubedeautores.com.br/livro/meu-nome-e-vitoria.
Por que estou relatando essa vivência? Porque sou uma pessoa que possui mais de 60 anos e estou falando com um público dos 60+. Neste período de pandemia e nos outros que a sucederão, atividades intergeracionais são e serão sempre bem vindas, uma vez que fortalecem os laços de amizade, cumplicidade e de cuidados que gerações mais jovens e mais velhas poderão criar.
Estas atividades são vividas como momentos de completa felicidade entre os participantes ampliando suas experiências. Estamos propondo e executando outras tantas vivências intergeracionais que em outras postagens, ou mesmo na prática da Academia da Feliz Idade, ensinaremos a promover.
Os jovens passam a conhecer melhor seus pais, tios ou avós e, da mesma forma, os mais velhos poderão adquirir uma nova visão a respeito das crianças e da juventude da atualidade, quebrando preconceitos e se adequando às novas realidades de vida.
Ganharão todos os que se permitirem se envolver pela presença e pelo conhecimento do outro, idosos ou não.

Que bom ler seus relatos. Eu particularmente viajo...
ResponderExcluirÉ maravilhoso quando um texto nos proporciona essas emoções.
Parabéns Malu e Cacá.
Mayre Vigna, é uma delícia quando quem lê as postagens torna-se cúmplice da gente por se identificar nas ações relatadas. Realmente, foi uma viagem maravilhosa não só para mim e para a Cacá, mas também para a família dela que se envolveu totalmente nessa aventura e participou ativamente de cada momento conquistado.
ExcluirLinda história, Malu. Exemplo real de superação e de relacionamento intergeracional. Parabéns.
ResponderExcluirJosé Clemente Méo mais uma vez percebo que o ato educativo é simples, direto, completo e por isso, efetivo. Só pode ocorrer quando as pessoas se comprometem em igual medida, se tornam parceiras na aventura de trocar saberes e aprender. O relacionamento intergeracional pede essa postura. E o resultado é, sempre a superação e a alegria de se viver plenamente.
ExcluirMalu,delícia de leitura. A vida é mais feliz quando estamos juntos, as relação intergeracional inspira sabedoria, acolhimento e amor. Parabéns.
ResponderExcluirPois é, em época como a que estamos vivendo, necessitamos de relações baseadas nesses princípios: sabedoria, acolhimento e amor, mesmo que à distância. Acolhimento e amor eu expresso de diferentes maneiras, partindo do saber ouvir, dando espaço para as pessoas se manifestarem. Sabedoria é fruto de vivências e do compartilhamento de aprendizagens, do respeito à opinião do outro e do se colocar aberto para dialogar. Grata por seu comentário.
ExcluirOps a relação...
ResponderExcluirIsso acontece mesmo! Rsrsrs...
ExcluirOi Malu oi Catarina, você sabe mora dentro de nossos corações, não falo só por mim e sim por toda minha família, não tive oportunidade,mas tenho honra em dizer que participamos de grande parte, enfim ti amamos princesa.
ResponderExcluirLamentamos, Catarina e eu, o fato de você não ter se identificado. Teria sido uma alegria saber quem está escrevendo e reconhecermos a família de qual colega da Cacá participou de grande parte das aventuras que ela relatou. Escreva se identificando, para que possamos continuar essa conversa. Será muito bom! Catarina pediu para escrever a seguinte mensagem: "Eu agradeço muito. Eu não sei quem é você, mas eu agradeço muito a sua colaboração." Ela pede para você se identificar, porque assim poderá falar com você no particular. Um abraço carinhoso para você e sua família.
ResponderExcluirOlá gostei da história, em momentos difíceis ler e escrever e uma boa terapia e contar histórias nem que seja a nossa própria.
ResponderExcluirFico feliz em saber que apreciou meu relato sobre a atividade que desenvolvi com a jovem Cacá. Em tempos como este que vivemos, em que o distanciamento social se faz necessário, podemos utilizar outros recursos para nos aproximarmos das pessoas que nos são caras e com elas viver a alegria de construirmos aventuras que, certamente, ficarão marcadas para o restante de nossas vidas. Grata por sua participação.
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