CUIDAR E SER CUIDADO, UMA RELAÇÃO DE AMOR


Um amigo enfrentou a morte de seu velho companheiro, um cachorro. Uma história de amor, cuidado e perda. Vai nos ajudar a compreender a grandeza, as dificuldades, as angústias, os dilemas na relação entre quem cuida de um idoso e do idoso que é cuidado.

Algo de muito especial ocorre nas relações entre quem cuida e quem se permite ser cuidado. Algo muito íntimo, inquebrantável; diria mesmo que sagrado. Não é fácil encontrar relações desse nível, pois muitas questões de ordem subjetiva acompanham a decisão de cuidar e a permissão de ser cuidado e a distorcem, subestimam, competem entre si tornando obrigação aquilo que deveria ser baseado na doação.

Houve um tempo que em seu sítio moravam muitos cachorros. Alguns foram abandonados na

QUANDO SE VIVE SÓ


Em um mundo tão agitado, sem tempo para nada e repleto de possibilidades em todas as áreas e contextos, chega a ser estranho saber que alguém vive só. Ainda que este alguém possua mais de 60 anos alguns hão de perguntar: “Como pode alguém morar em uma metrópole como São Paulo e viver só; pois se é aqui que todos se encontram e tudo acontece!”.

Estar só não é estar obrigado a viver recluso, sem contato com a família, amigos ou o restante do mundo. Estar só, por vezes, significa uma opção pessoal, principalmente se o idoso goza de saúde física e mental. Estar só, pode representar resposta à necessidade de recriar sua identidade em uma época na qual as responsabilidades maiores já não são as que nos acostumamos a ter durante nossa vida profissional ou pessoal.

A aposentadoria para muitos idosos constitui o marco real do envelhecimento – e aqui se colocam

DOR FÍSICA E DOR DA ALMA

Desde muito cedo, antes mesmo de sequer termos consciência de quem éramos, a dor física estava presente em nossas vidas. A primeira reação de vida manifestada pela criança, e ansiosamente aguardada pelos adultos que a rodeiam, é o seu choro, consequência da dor provocada em seus pulmões pelo ar que os preenche. Todos sorriem e somente o recém-nascido chora.

A dor física nos acompanha durante toda a vida parecendo aumentar com a velhice, graças ao sedentarismo, à alimentação deficitária, às doenças que nos acompanham nestes nossos percursos. Sem nunca nos habituarmos a elas, passamos a vida tentando evitá-las ou, quando muito, minimizá-las. 

Que o digam os inúmeros remédios estocados em nossas casas: aspirinas, relaxantes musculares,